Quando há montanhas transparentes
meus olhos insistem em vê-las
insistem em exterminar a incredulidade
no amor
forçam os músculos para encontrar
nesse meu horizonte
removido
transposto ao infinito
que meus olhos não alcançam
não veem o poente
não sentem a brisa
leve
livre
longe
lágrimas
umedecem
o aperto que aqui está
a ausência,
o vácuo revolvido
e, nas extremidades,
eu grito para me acolherem,
para me confortarem.
Porque meu futuro não aparece
foi-se, desmontado, em tropeços
meus planos foram raptados
e todos marcharam juntos.
Minhas amarras não me deixaram partir,
buscá-los
As amarras da desilusão
por não ser
quem minhas projeções
corrompidas
idealizaram.
Devido às falhas de expressão e pela pouca clareza, comentarei o poema. Nele, o eu lírico expõe a cegueira do futuro, do amor, fruto de uma desilusão. As montanhas transparentes são os grandes amores, algo que o eu lírico não consegue ver, não consegue acreditar. O título faz referência à condição humana de seres eucariontes que, embora desenvolvidos e organizados, não conseguem usar os sentidos integralmente, não conseguem administrar de forma coerente os sentimentos e, principalmente, o amor.
Eu cá sem horizonte
Postado por uma interrogação
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1 comentários:
Belo, fantástico!!!!
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