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Sobre mim?

uma interrogação
Excessos de moderação ainda não me permitem a liberdade.
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NERDEMÊNCIA

O pensamento oblíquo implica personalidade átona

O Velho

O Velho que não envelhece
Roubou-me a vida
Embalou-me a infância
Pôs-me a andar, só, no alento.

O Velho que não envelhece
Não me deixou pegar as flores
Não me permitiu o amor
Pouco me deixou sorrir.

O Velho que não envelhece
Tirou-me do berço
Fez ferimentos que nunca estancarão
Trouxe-me, impetuoso, as preocupações.

O Velho que não envelhece
Envelheceu-me
Colocou estes olhos cansados, cheios de lágrimas
Deixou-me chorar sem consolo.

O Velho que não envelhece
Transformou-me neste monstro que hoje sou
E ri, agora, dos transtornos que passo
E leva o meu único bem: a felicidade.

O Velho que não envelhece
Levou-me as esperanças
Matou-me, paulatinamente, com conflitos
E foi-se embora, para nunca mais voltar...

Oh! Volte, Velho!
Venha devolver o que roubou
Traga-me a ingenuidade
Não leve minh'alma.

Volver! Olhe como estou
A pior das criaturas
Estirado neste chão duro
Despido dos sentimentos.

Velho, tenha pena
Nunca mais serei com antes fui
Nunca mais terei meus brinquedos
Só me restam os lixos, as dores.

O Velho que não envelhece
Foi sem vestígio de volta
Levou-me a emoção
E deixou fatigado e morto este coração.

Postado por uma interrogação

1 comentários:

Anônimo disse...

O Velho também faz esquecer o que não se quer lembrar.

9 de dezembro de 2009 às 15:27  

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